"É só uma fase, vai passar." Talvez você já tenha ouvido isso, e continue com a sensação de que tem algo a mais. Nem tudo é fase, e nem tudo é doença. A questão é saber diferenciar.

O desenvolvimento infantil tem fases difíceis que são normais: birras, medos, ciúmes, mudanças de humor. Elas passam, respondem ao acolhimento e não desorganizam a vida da criança. O problema é quando o comportamento sai desse esperado e começa a atrapalhar.

Sinais de que talvez não seja só uma fase

Nenhum item isolado fecha nada. O que chama atenção é a intensidade, a frequência, a duração e, principalmente, o impacto na vida da criança:

O sinal mais subestimado é a sua própria percepção de que algo mudou. Mãe e pai costumam perceber antes de todo mundo.

Por que "esperar mais um pouco" nem sempre ajuda

Esperar faz sentido quando o comportamento é passageiro e a criança segue bem no geral. Não faz sentido quando já existe sofrimento e prejuízo. Avaliar cedo não é medicalizar a infância: na maioria das vezes, é justamente o contrário, é entender o que está acontecendo antes de qualquer rótulo ou remédio.

O que uma avaliação oferece

Uma boa avaliação em saúde mental infantil investiga as causas por trás do comportamento (do sono ao contexto de vida), organiza o que é esperado e o que precisa de atenção, e devolve para a família um plano claro. Você sai com direção, não com "vamos ver o que acontece".

Ficou com a sensação de que é o seu caso?

Uma avaliação ajuda a diferenciar o que é fase do que merece cuidado, com calma e sem alarme.

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Dra. Marina Guarnieri Médica · CRM-SP 252467 · dedicada à saúde mental da infância e adolescência
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